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Capitulo 3 – O dono do anel.

quinta-feira, 13 de maio de 2010.
Acordei assustada e dei um pulo da cama, meu deus o que foi aquilo?
Passei a noite toda em claro, pensando naquele pesadelo. Era perturbador.
Observei o anel por um instante, será que aquele sonho quis me alertar sobre o dono do anel?
Mais que exagero do meu sonho! Por que não representar o dono, de uma maneira mais agradável?
Mas, e se ele for de uma família de Gangsteres? Ele me parecia tão perigoso...
Varias coisas se passavam pela minha cabeça, até que vi o relógio e já eram 6:00 horas.
O dia inteiro eu fiquei calada pensando no pesadelo, tentando achar uma explicação. Eu sabia que era apenas um sonho, mais fora real demais!
Resolvi ligar para Kris para contar, mais ela não estava em casa. Senti-me sem chão...
Não podia desabafar com meu irmão, por que ele iria brincar com minha cara e faria birra para ver o anel.
Deitada, imersa em pensamentos, confusa, e assustada. Foi assim até de noite, quando sem querer peguei no sono. Mas não sonhei mais nada misterioso, a noite foi tranqüila.
Acordei com o despertador gritando histérico ao meu lado.
Fiz as mesmas coisas de sempre e fui para a escola. Kris não estava lá. Então peguei meu celular para ligar para casa dela.
- Alô? Disse uma voz fraca que logo em seguida se afastava do telefone, e mesmo assim eu pude escutar uma tosse.
- Kris? Perguntei arqueando a sobrancelha.
- Ai é você Kim! Eu tentei ligar para o seu celular ontem mais estava desligado!
- Desculpa... Mais por que você não veio pra escola?
- Mulher, eu estou morrendo! Estou com uma gripe horrível! Minha cabeça, meu corpo e minha garganta doem, e eu to com náusea! Choramingou no telefone.
- Nossa! Espero que melhore!
- Deus lhe abençoe mulher, agora eu tenho que desligar. Vou tomar meu veneno, quer dizer, remédio! Ela desligou.
Era impressionante como ela conseguia ser engraçada mesmo nessas situações!
Depois do sinal, fui para sala mais lá estava a diretora.
- Kim, tem alguém querendo falar com você, e disse que é urgente. Disse ela me olhando com um ar de curiosidade.
- Quem? Perguntei, mais não obtive respostas.
Cheguei à diretoria e vi um homem parado de costas, perto da mesa. O mesmo virou-se lentamente, e pude ver seu rosto, que por sinal era fantástico!
Seus olhos eram verdes cintilantes, sua pele branca como a neve, seu sorriso era leve, era como olhar para uma paisagem. Ele se aproximou de mim, seus passos eram leves e sutis.
- Posso conversar com ela lá fora, minha cara? Mesmo ele se dirigindo a diretora, seus olhos ainda estavam focados em mim. Eu sentia meu coração disparar, e não tinha mais reação alguma. Nunca tinha sentido algo do tipo.
- Claro, meu jovem! A diretora falou com um sorriso enorme estampado em seu rosto.
Ele andou sutilmente até a porta e me olhou, erguendo uma sobrancelha.
- Você não vem?
- Ah! É claro... Disse meio boba, andando lentamente até a porta, onde agora eu saia com ele.
Ele pareceu esperar que a diretora saísse de nossas vistas, e com um movimento rápido e forte ele segurou meu pescoço, me jogando contra a parede. Percebi seus olhos brancos e suas olheiras vermelhas. Agora eu podia ver com clareza seus caninos grandes e afiados. Eu sentia uma dor enorme em meu corpo, e um desespero horrível. Por que ele estava fazendo aquilo?
- Aonde esta o anel? Dei-me ele! Falou ordenando.
Ah, ótimo. Era o dono do anel, o mesmo com quem eu sonhara diversas vezes.
- Quem é você? Perguntei com a voz falha.
- Eu perguntei primeiro imbecil! Ele falou em um tom de voz grosseiro e estúpido.
- Se eu estivesse ou não com o anel, só o daria quando soubesse se você é realmente o dono!
- Então você quer morrer, ao me dar o anel? Que decisão mais estúpida. Disse ele revirando os olhos.
Ele me soltou e cai no chão com minhas mãos ao redor de meu pescoço, o mesmo doía absurdamente.
Ele ficou andando de um lado para o outro e depois me olhou.
- Eu não vou avisar duas vezes garota, me de o anel! Ele estendeu sua mão a minha frente, nervoso. – Estou ordenando!
Agora estava igualzinho ao meu pesadelo! Será que eu tive um Deja Vu? Aquilo tudo era muito estranho e apavorante.
- Esta bem, se você não o der para mim, vai ter uma conversa bem desagradável com minha família, sua misera mortal!
Ele colocou suas mãos gélidas e duras em mim e me puxou para uma floresta que havia perto da escola. Era isso! Como eu nunca tinha notado aquela floresta? Como eu sou idiota.
Eu não conseguia falar nada por conta de minha garganta, que estava latejando de dor. Notei que estávamos na mesma floresta do meu sonho anterior.
Ele me puxou com força e eu finalmente abri minha boca, mais só pude gritar por conta da dor. Sua mão apertava meu pulso com força, e minha garganta parecia se rasgar por conta do grito que dei á pouco. Aquilo era irreal! Por que ele estava fazendo isso? Por que ele queria tanto o anel? O que era ele, afinal?
- Vai me dar ou não, cherrie? Ele me olhava impaciente.
- Não estou com o anel. Eu não estava mentindo, eu possuía o anel, mais não estava com ele naquele momento.
- Vai mentir agora, cherrie?
- Não estou mentindo. Disse olhando para baixo.
Ele olhou para baixo e deu uma risada sínica. – Se você não o der para mim... Eu irei achá-lo de qualquer maneira, não preciso de você, misera mortal!
Ele havia me chamado assim no sonho...
Sem sombras de duvidas, era ele com quem eu sonhara.
O olhei brevemente e sabia que aquela era a hora de minha morte. Tudo aconteceu muito rápido, ele ergueu a mão mostrando suas garras e quando chegaram perto de meu pescoço algo me puxou para trás com uma velocidade absurda, em questão de segundos vi uma mulher de cabelos grandes e negros, com uma pele branca igual à dele, segura-lo com força o jogando para longe com a mesma velocidade que me empurrara.
Ela andou depressa até a mim e me segurou firme contra sua barriga, percebi asas crescerem de suas costas e levantarem vôo me levando para o mais alto possível.
- O que foi isso? Perguntei assustada.
- Aquele é um anel de grande valor para ele! Disse a linda garota que voava comigo, levemente. Espera ai... Ela estava voando!
- Isso eu percebi... Mais... Como é que esta fazendo isso? Arregalei os olhos.
- Eu não sei se isso é o certo a fazer... Não sei se conto, ou se apago sua memória... Disse pensativa.
- Ei! Você não vai apagar memória nenhuma, valeu? Arqueei as sobrancelhas.
- A verdade pode ser cruel minha jovem mortal.
- Mais cruel do que o que eu acabei de presenciar? Por favor, conte-me! Implorei.
Senti meu peso indo cada vez mais para baixo agora, e percebi que ela estava pousando em outra floresta, longe da anterior.
- Meus pais iram me matar... E a corte então? Não quero nem imaginar! Ela choramingava.
- Ei, ta tudo bem, se eles tentarem alguma coisa, chama a policia! Falei em um tom inocente.
Percebi ela revirar os olhos. O que falei de errado, afinal?
- Olhe, eu não posso te falar esta bem? Mais você pode descobrir... Eu posso ver em você, que eis inteligente...
- Como assim? Por que não pode falar? Ninguém vai escutar, são só eu e você aqui, mais ninguém... Falei rolando os olhos pela floresta.
- Você não entende não é? Você tem que descobrir por conta própria. Não pensaram que fui eu a culpada de revelar o segredo. Então poderei ajudá-la as escondidas, sem ninguém saber!
Assim que ela falou, entendi o que ela queria dizer. Então balancei a cabeça positivamente.
- Mas, dei-me pelo menos alguma dica!
- Nossa... todo esse sol irrita tanto minha pele. As vezes até parece que irei queimar. Ela colocou as mãos em seu rosto e então me segurou, e me levou até perto de casa.
- Mais o que foi aquilo? Eu pedi uma dica e você veio me falando de sol mulher? Franzi o cenho.
Ela piscou levemente para mim, como se fosse algum tipo de charada e então levantou vôo e sumiu no ar.
Respirei fundo e entrei silenciosamente em casa, minha avó estava assistindo televisão, e então andei devagar até a escada sem fazer barulho.
- Algum problema? Perguntou ela virando para me olhar.
- Ai vó, desculpa, é que eu tive uma dor de barriga horrível então tive que sair mais cedo, descu... Fui interrompida.
- Mais o que? Do que esta falando? Chegou na hora certa minha querida.
Olhei para o relógio e eram 12:05... Ufa, aquela mulher me deixou em casa na hora certa de terminar minha aula. Será que ficaram preocupados, na escola? Liguei para Kris e ela me avisou de um trabalho que teríamos que fazer em grupo... Eu tinha esquecido completamente! ela viria mais tarde a minha casa, ainda hoje.
Subi as escadas, rumo ao meu quarto e me sentei na cadeira de frente ao computador, encostei meu rosto na janela e fechei meus olhos, tudo o que acontecera se passava em minha cabeça como um filme, aquilo não podia ter sido real, era inacreditável!
Então abri meus olhos rapidamente quando lembrei que tinha que descobrir o que exatamente eu vi hoje... Que espécie de mulher era aquela? E aquele homem...
Eu descobrirei, nem que tenha que passar dia e noite pesquisando. Eu irei descobrir, sim!
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Capitulo 2 – Pesadelos

domingo, 9 de maio de 2010.
Eu estava correndo com um vestido preto, por uma floresta, estava de noite e eu parecia estar fugindo de algo, e ao mesmo tempo parecia procurar alguma coisa, ou alguém. Parei perto de uma árvore encostando-me na mesma, minha respiração estava uniforme, estava tão cansada que não podia mais correr.
E então alguém se aproximou de mim, seus passos eram tão leves que ele parecia estar flutuando. Eu não consegui ver o seu rosto, então ele pegou minha mão e me puxou com delicadeza até ele e...

- ACORDA!!! Alguém gritou e então senti algo molhar meu rosto. Levantei de imediato e vi meu irmão se estragando de rir a minha frente.
- Ai eu não acredito! Seu cretino! Você vai morrer! Gritei e fui pra cima dele a fim de arrancar aqueles cabelos loiro oxigenado dele.
- Eu só estou me vingando irmãzinha! Calma! Falou ainda rindo e tentando se defender dos meus chutes e socos.
Depois de um tempo tentando matar meu irmão fui me arrumar, depois desci para tomar café e percebi que meu irmão também estava lá.
- Que bicho te mordeu?
- Mais hein? Ele perguntou sem entender.
- Você acordou cedo e está tomando café na hora certa. Falei meio desconfiada.
- Ah, eu só acordei cedo para te acordar com uma bela água na cara, e eu to com fome então vim comer. Eu tenho meus direitos sabe. Ele me olhou incrédulo.
- Se você diz... Mas, cadê a vó? Perguntei olhando para os lados.
- Ta dormindo, vai acordar ela com um copo de água fria maninha. Ele abriu um sorriso sínico
- Ela acorda todo o dia na hora certa, faz nosso café da manhã, nosso almoço, nossa janta, e ainda arruma a casa, não acha que ela merece um dia de descanso?
- Eu não sei, só sei que vou pra escola. Ele disse se levantando e pegando a mochila. – Eu odeio a escola. Fato, mais o que eu gosto é da professora de educação física, fui! Disse ele saindo pela porta.
Como meu irmão podia ser tão besta?Eu aposto que aquela professora é totalmente plastificada. Levantei-me e peguei minha bolsa, saindo de casa. No meio do caminho encontro Kris que estava sorridente vindo em minha direção.
- Amiga! Você mora aonde mulher? Perguntou curiosa.
- Sabe a Loja Sunday? Então, é na rua da loja, uma casinha branca bem estilo vovó. Disse rindo e começando a acompanhar os passos de Kris.
- Eu acho que já vi a sua casa Kim, é estilo vovó “vírgula” rica né?
Conversamos sobre varias coisas e percebi que Kris tinha muita coisa em comum a mim. Falamos do que aconteceu com meus pais e contei sobre o meu curioso sonho, Kris achou muito estranho e falou que pode significar que eu possa encontrar alguém, e não entendeu o porquê da floresta, acha que ela não estava lá por acaso, mais eu acho que a floresta não tinha nada haver, o foco do sonho era aquela pessoa, que eu tinha quase certeza ser um homem.
Chegamos na escola e um garoto caminhou até nós, ele tinha o cabelo castanho claro e a pele era um pouco branca, ele estava sorrindo de lado, me pareceu um jovem simpático e charmoso.
- Oi Kris, me apresenta sua amiga! Disse olhando para mim.
- Ah sim! Esta é Kimberly! Mas a chame de Kim.
- Olá Kim! Eu sou Dougie. Ele falou em um tom suave enquanto jogou sua franja para trás.
Ele estava fazendo charme para mim? Não acredito nisso.
- Prazer em conhecê-lo! Disse sorrindo meio sem jeito.
- O prazer é meu, gatinha. Ele deu um sorriso de lado e piscou para mim.
Virei-me com Kris e começamos a rir.
- Meu deus, que atirado! Eu estava caminhando com ela até uma mesinha.
- Olha Best arrasando corações!
- Para! Ele deve fazer isso com todas as garotas! A olhei incrédula.
- Pior que você tem razão Best, eu sou a prova viva disso.
Escutamos o sinal bater e nos levantamos, andando até o corredor/inferno.
- Você! Alguém disse atrás de mim.
Virei-me para ver se era comigo e então vi uma garota loira, com cara de animadora de torcida, ela tinha uma saia curta e rosa, uma blusa de coro roxa e bota também rosa. A olhei de pés a cabeça, disfarçadamente, para que tanto rosa?
- Quem é você? Ela perguntou como se eu fosse algum tipo de inseto.
- Kim...
- Kim?... Como assim Kim? Devem ter umas milhares de Kim´s por essa escola! Falou impaciente.
Ela já me causara má impressão, eu estava começando a ficar irritada.
- Fala logo quem você é!
- Você tem alguma coisa haver com minha vida por acaso? Falei virando de costas e revirando os olhos. Vi Kris me olhar assustada mais logo após caiu na risada.
- Adorei! Ta vendo? Ninguém meche com minha Best poderosa!
Entramos na sala e como sempre, ficamos juntas.
O professor de Geografia entrou e foi para o centro da sala.
- Bom, alunos, haverá algumas mudanças na escola este ano. A quadra coberta esta finalmente pronta, e terá um baile no final do ano. A professora Liz de Historia saiu da escola, agora vocês terão aulas com a professora Vera, ela pode ser meio azeda às vezes, mais tentem se acostumar... O professor disse a ultima frase murmurando.
As horas se passaram, eu e Kris conversávamos e às vezes soltávamos piadas sobre o garoto chamado Dougie que conheci hoje.
Sinal escandaloso da escola toca e só de piscar os olhos a sala já esta vazia, acompanhei Kris até o mesmo lugar onde nos encontramos hoje e fui para a casa.
Maravilhoso o dia amanha, Sábado, existe dia melhor?
Peguei uns livros e estudei um pouco, depois fui para o computador ver meus e-mails, o desliguei e me deitei na cama, olhando para o teto.
Quando estava quase pegando no sono escutei algo se mexer do lado de fora da janela.
Assustada eu me encolhi com meu cobertor e fiquei olhando a janela por um momento.
Convenci-me de que aquilo foi só o vento que derrubara algo lá fora e então fechei meus olhos. Quando acordei fui logo ver a janela, olhei para todos os lados até ver um anel no chão do lado de fora. Corri escada a baixo e fui até onde estava o anel. O peguei e observei com cuidado, ele era de ouro! Ouro mesmo! Espantei-me com aquilo, quem deixaria um anel de ouro puro cair por ai? Notei que havia algo escrito no anel, mas não consegui entender o que significava, pois estava em outra linguagem. “E com este beijo, selai-vos este acordo com a imortalidade” Será que eu deixava o anel lá? Alguém pegaria de qualquer jeito... Acho que pegarei e tentarei achar o dono. Só não deixarei que meu irmão veja se não ele venderia na mesma hora.
Entrei e guardei o anel em uma gaveta do meu armário cujo a mesma tinha um fundo falso. Desci para comer alguma coisa e então pensei em sair um pouco. Fui a uma biblioteca, e só sai quando percebi estar ficando tarde. Ao sair da biblioteca observei o céu, que agora estava avermelhado com algumas tonalidades de laranja. Era lindo, o caminho todo eu ficava observando aquela linda paisagem, até que o vermelho no céu foi se esvaindo lentamente, agora escurecendo totalmente o céu.
Cheguei em casa, minha avó já pusera a janta na mesa, e Alex já estava se servindo.
- Aonde você foi? Perguntou ele olhando o prato, ele parecia um pouco desconfiado.
- Fui à biblioteca, chegaram ótimos livros, você devia ir lá algum dia. Abri um sorriso sínico e então comecei a me servir.
Algumas horas depois subi para o meu quarto. Deitei-me na cama, imersa em meus pensamentos. Fechei meus olhos por um tempo, mais fui acordada por um movimento estranho no quarto, de novo, quando abri meus olhos à janela estava aberta.
Levantei de imediato da cama e fui fechá-la, eu tinha certeza de que a janela estava fechada quando fui dormir!
Fiquei pensando nisso a noite inteira, e até que em fim, consegui dormir sem mais nenhuma interrupção.

- Eu não vou avisar duas vezes garota, me de o anel! Ele estendia sua mão a minha frente, parecia nervoso. – Estou ordenando!
Mais uma vez eu não conseguia ver o seu rosto, mais percebi que suas mãos eram pálidas, e quando ele me tocou, eu estremeci, suas mãos eram gélidas e duras como mármore.
- Esta bem, se você não o der para mim, vai ter uma conversa bem desagradável com minha família, sua misera mortal!
Como assim misera mortal? Quem era ele para falar daquele jeito comigo?
Eu não conseguia falar nada. Notei que estávamos na mesma floresta do meu sonho anterior, com certeza avia uma ligação entre os dois sonhos, e eu iria descobrir o que era.
Ele me puxou com força e eu finalmente abri minha boca, mais só pude gritar por conta da dor.
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Capitulo 1 - Recomeçar

Era uma noite chuvosa em Seattle, da janela, eu podia ver os barulhentos trovões e as árvores balançarem, devido ao vento, que estava cada vez mais forte.
Meu nome é Kimberly, mais a maioria de meus amigos me chama de Kim, o que me agrada mais. uma menina de 17 anos, embora aparente ter 20, não que eu pareça velha, mais sim, sou muito bonita e madura para minha idade. Meus cabelos eram grandes e negros, minha pele branca e meus olhos de um azul profundo. Eu sou uma garota responsável, social, que adora ler livros e escutar musica. Já fiz aula de piano e de canto. (embora ache que não cante muito bem, Kim tem uma voz incrível.)

Eu estava em meu quarto olhando imersa para a janela, observando a tempestade quando meu telefone toca. Só podia ser meus país, que tinham saído de carro para a casa de um parente receber uma noticia. Estava preocupada, pois não era nada bom sair de casa com o mundo quase desabando não é?
Peguei o telefone e respirei fundo, implorava para que meus pais estivessem bem e que estariam em algum lugar seguro, até que escutei a voz de minha mãe no telefone:
- Kim? Filha? Disse meio preocupada. Não dava para escutar quase nada, estava um barulho horrível.
- Mãe, aonde você esta? Eu disse para a senhora não ir hoje. Você nunca me escuta né? Eu disse sentando na cama e tentando escutar a voz de minha mãe em meio a todo aquele barulho.
- Olha filha, desculpa ta bom? Não precisa se preocupar que já estamos a caminho de casa.
Suspirei aliviada, e abri um sorriso doce e meigo.
- Ah mãe, que alivio! Esta bem vou te esperar aqui. Eu disse e instantes depois escutei um barulho de batida, alguém gritando e algo muito rápido se mover.
- Mãe! Pai? O que ta acontecendo? Responda-me, que barulho foi esse? Quem ta ai? Eu gritava em meu quarto, estava desesperada, nenhuma de minhas perguntas fora respondida, o que me deixava mais aflita ainda.
A gritaria toda fez meu irmão Alex acordar, ele tinha um cabelo loiro escuro meio grande, seus olhos eram verdes, tinha puxado os do pai, e sua pele não era tão branca como a minha. Ele era um garoto com muitos problemas, eu tentava o ajudar ao Maximo, mesmo ele me rejeitando a maioria das vezes.
Alex foi correndo até o meu quarto e abriu a porta, me vendo gritando ao telefone, e com os olhos marejados de água. Foi até mim com uma expressão confusa
- Hey, o que ta acontecendo? Perguntou ainda me olhando
- São nossos pais Alex! Alguma coisa aconteceu e eu to torcendo para que não seja o que estou pensando.
Ele arregalou os olhos e pegou com força o telefone de minhas mãos.
- Mãe? Você ta ai? o que ta acontecendo? Fala alguma coisa pelo amor de deus!
Comecei a andar rapidamente pelo meu quarto tentando entender o que aconteceu. Eles podiam ter sofrido algum acidente, mais o que era que se mexia tão rapidamente? Será que alguém fora ajudá-los? Neste momento varias perguntas se formavam em minha cabeça, não sabia nem mais o que pensar.
- Eu vou ligar para a policia, ou melhor, para a ambulância! Ah mais que diabos, como vamos mandar eles lá se nem sabemos onde nossos pais estão? Eu não sei o que fazer! Disse Alex já aos plantos.

Três meses se passaram e os policiais já tinham desistido das buscas. Eu e meu irmão Alex estávamos morando na casa da nossa avó Lanna em New Jersey.
Acordei ao som do despertador, com muito esforço levantei da cama quase caindo e fui ao banheiro, meu cabelo estava totalmente desarrumado, escovei meus dentes, me arrumei para a escola, sim, eu tinha que ir para a escola, uma das obrigações mais chatas, porém precisas.
Desci as escadas e encontrei minha avó colocando o café da manhã na mesa, fui até ela e dei um beijo em seu rosto.
- Meu primeiro dia na escola de New Jersey, novos amigos, novo professores... Isso é um saco. Disse me sentando na mesa, começando a comer.
- Eu acho que isso tudo é preciso para você e para Alex minha querida, depois do que aconteceu acho melhor os dois começarem uma vida nova. Ela falou de forma suave, eu adorava a voz dela, eu sempre me sentia bem conversando com minha vó.
- Eu gostava dos meus antigos amigos, e da minha escola. Mais eu vou me adaptar a New Jersey. Ou pelo menos tentar. Disse a ultima frase em um sussurro mais minha avó pareceu escutar muito bem o que eu tinha falado.
- Onde esta Alex? Perguntei rolando os olhos pela cozinha, sem ao menos ver a sombra de meu irmão.
- Deve estar dormindo ainda, vou lá acordar ele!
- Não, eu vou fazer questão de jogar água nele no primeiro dia dele aqui. Me levantei e corri até o quarto de Alex que ficava na final do corredor, em um quartinho com cara de sótão, ele amava aquilo, tinha colocado vários pôsteres na parede e algumas pixações. Andei lentamente até ele para não acordá-lo, ainda, eu segurava um copo d´agua em uma das mãos, entornei o copo deixando a água cair pelo seu rosto, logo meu irmão dá um pulo da cama gritando desesperado e correndo como um maluco pelas escadas.
Satisfeita fui até meu quarto e peguei minha mochila, a mesma que eu usava faz uns 3 ou 4 anos, e fui rumo a minha nova escola. O caminho não era tão longo, só precisei de 20 minutos para chegar até lá. Andei lentamente até a porta da escola, percebendo vários olhares em mim, meu rosto logo corava, eu odiava aquilo, agora eu seria a garota que entrou no meio do ano na escola, que ótimo. Encontrei um banquinho solitário e me sentei no mesmo esperando ouvir o sinal bater quando escutei alguém gritar, me fazendo pular imediatamente do banco, assustada.
- É a garota nova! Como você se chama flor? Disse uma garota atrás de mim que logo se sentara no banquinho. Ela tinha uma aparência de anjo, seu cabelo era preto e ela me parecia uma pessoa muito bem humorada. – Desculpe se eu te assustei, é que eu ouvi falar de você, e... Gosto de conhecer pessoas novas. Abriu um sorriso amigável
- Ah, eu percebi! Mas pode ficar tranqüila! Meu nome é Kimberly, mais, por favor, me chame de Kim!
- Sem problema Kim! Meu nome é Kristen, e me chame de Kris! Disse soltando uma breve risada. – Você esta em que sala flor?
- 2º colegial, sala 15. E você Kris? Perguntei na esperança que fossemos da mesma sala.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH EU TAMBÉM! A garota se levantou e me puxou junto, começando a pular repetidas vezes.
Tivemos uma longa e divertida conversa até que escutamos o sinal bater e nos levantamos e caminhamos até o corredor, onde estava lotado de alunos.
- Olha lá, se não é a novata. Deve ser bem legal entrar no meio do ano não é? Um garoto no corredor falou ironicamente, ele estava abraçado com uma garota e ao redor dele tinha uns 3 garotos, com certeza eles são daqueles caras que acham que podem dominar a escola. Eles podem se dar bem aqui, como pessoas populares, mais quando eles crescerem e tentarem levar uma vida profissional, quem vai rir vai ser quem receber o currículo deles.

Entrei com Kristen na sala de aula e me sentei no fundo ao lado dela. O professor entrou na sala e logo me chamou que ótimo isso me cheirava a apresentações.
- Bom, parecesse que temos uma colega nova! Queira nos apresentar Senhorita? Disse o professor com ar de interesse. Ao contrario de mim.
Andei até a frente dos alunos, e comecei a sentir meu rosto corando aos poucos, tentei falar mais não achava as palavras certas, então o professor me ajudou um pouco.
- Me fale seu nome querida.
- Kimberly.
- Quantos anos você tem?
- 17 anos. Falei rolando meus olhos para o lado.
- O que mais gosta?
Putz, aquilo era uma entrevista? Eu odiava muito aquilo tudo.
- Escutar musica ler livros, tocar piano, dese... Nem terminei de falar e o professor me interrompeu com um tom de voz animado.
- Você toca piano? Que maravilha!
Dei um meio sorriso, e depois de mais 5 perguntas fui para o meu lugar, onde Kris estava se matando de rir.
As aulas se passaram e finalmente o momento que eu mais gostava o que mais me deixava feliz: a hora de ir embora.
Todos pensavam que por eu ser inteligente e estudar bastante, eu amasse a escola, mais não é isso, a escola para mim é uma das coisas mais irritantes, mais eu preciso dela não é?
- Tchau Kris! Eu AMEI te conhecer! Falei com um sorriso gentil.
- Ah amiga, eu também AMEI te conhecer! Nos vemos amanha hein? Falou virando as costas e acenando para mim enquanto ia embora.
Cheguei em casa e contei o que acontecera na escola a minha avó e depois subi para o quarto e me joguei na cama, fechei meus olhos e apaguei.

Amanha eu acordaria e faria tudo novamente.
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Prólogo

Eu estava lá, cara a cara com o monstro que estava prestes a me atacar, seus olhos estavam vermelhos e tinham olheiras também avermelhadas, sua pele estava mais pálida do que o normal e ele parecia totalmente descontrolado. Eu podia sentir a morte olhando para mim, só esperando o momento de me levar. Mais ele estava lá... Como sempre, para me ajudar. E então os corpos de ambos se encontraram com força total, e assim, começara a batalha.
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Resumo

Kimberly era uma estudante como todas as outras, era linda bem humorada e tinha uma relação ótima com seus pais. Um dia antes de seu aniversário, seus pais morrem em um misterioso acidente de carro. Kim tem um irmão de 16 anos, Alex, e tem que cuidar dele, o garoto não é lá tão boa influencia como Kim, pois tem problemas com drogas e bebidas.
O que Kimberly não sabe, é que mais tarde eles encontrariam a verdadeira causa da morte de seus pais, o que envolve criaturas da noite, que eles nunca imaginariam existir.
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Sobre a história

A fic fala sobre uma garota chamada Kimberly, que perdeu seus pais em um misterioso acidente de carro. Kim é quieta e solitária, inteligente e responsável.
A fic se passa pelos olhos de Kim, ou seja, como se a mesma estivesse nos contando.
Ao decorrer da historia a garota conhece um homem chamado Vincent, que Kim logo descobre que o mesmo, é um vampiro. E que Vincent é de uma familia real de vampiros. Os dois meio que se odeiam no começo, pois Vincent tenta ataca-la, mais sua prima Amy o impedi.
Mais esse ódio vai se transformando, e logo cresce um amor incondicional, e perigoso.
I Can Still Dream não possui final feliz, o que irá impactar mais a historia.
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